Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
- Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
- Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna á gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
- Misera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rutila capela:
- Pesa-me esta brilhante aureola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?
(Machado de Assis)
Enquanto eu não tenho/sei o que falar..
dou-me o luxo de falar/fazer saber através de um dos maiores observadores que a humanidade já teve.
Um dos poucos que conseguiu despi-la e gozá-la, sem dispô-la.
São 02h29 do dia 09/12/2009
Post 202
Ouvindo: Sandra de Sá - O Meu Guri
terça-feira, 9 de junho de 2009
Circulo Vicioso
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